20 de junho de 2007

lembra-me a outra

Juro que gostava de acreditar que tudo isto não passa de teoria da conspiração E que este senhor não passa de um louco furioso atacado de delírio paranóide a vomitar pensamentos persecutórios suficientes para encher três páginas de uma diessieme revista e aumentada meia dúzia de vezes





Ainda me lembro de coisas assim Mas isso era no tempo em que nem computadores havia e que uma simples máquina de escrever era considerada instrumento subversivo Tempos de atraso civilizacional

Agora não Agora temos empresas na hora Despedimentos a la minute Mobilidade especial em carrinhos de flexisegurança Cursos de torneiro mecânico por sms
E simplex e evax e tampax sed lex



Também me lembra daquele poema do brecht

Primeiro, vieram buscar os comunistas.
Não disse nada, pois não era comunista.
Depois, vieram buscar os judeus.
Nada disse, pois não era judeu.
Em seguida foi a vez dos operários, membros dos sindicatos.
Continuei em silêncio, pois não era sindicalizado.
Mais tarde levaram os católicos.
Nem uma palavra pronunciei, pois sou protestante.
Agora, vieram buscar-me.
E, quando isso aconteceu, não havia mais ninguém para falar

Mas esse era comprovadamente louco varrido porque até fazia teatro e escrevia poemas

3 comentários:

ailéh disse...

um aparte eu
eu dou.te o cha das perpetuas,...:-)))

JS disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
JS disse...

Não podes ailéh. Nem a brincar.
Chá e crepúsculos pertencem a outro universo. O da intimidade com quem se ama. Se não, não faz efeito.
Desculpa lá as tontices do Gregório.
:)
JS