12 de março de 2007

universário ou anos luz


Não sei se alguém reparou mas esta praia em que se contam gaivotas e assim foi inaugurada fez três anos E mais uma data de gente querida e ainda e também pois fez anos que nasceu Um verdadeiro universo em ponto pequeno Mas em franca expansão como o outro Aquele dos cientistas e do biguebengue E assim já são muitas as estrelas a florir em março E vamos todos à boleia até à primavera
Parabéns

6 comentários:

CCF disse...

Pois é contador, podes contar as estrelas de todo o universo em vez de apenas as que vês na praia. Mas olha que em três anos aí vividos conseguiste contar muitas e algumas bem belas, tocantes e universais. Parabéns.
~CC~

Gregorio Salvaterra disse...

Conta dores e alegrias e tristezas e revoltas e anseios e desejos e perguntas e poemas e rios (rio-me) e marés e planícies e cantigas e crepúsculos e saudades
E faz de conta por vezes E outras conta a sério E conta com aquilo que conta Conta comigo
Conto também esse mimo
Obrigado ~CC~
Um beijo

Xantipa disse...

Então, parabéns!
Tu és bem mais velho que eu, que acabei de fazer 6 meses...
:)

rosa disse...

é assim como ver-me ao espelho...

HFR disse...

Desculpa o atraso. Lembrei-me antes, mas só tos dou agora. Parabéns amigo.
Helder.

Anónimo disse...

Ginjinha piou...

Mas posso fazer para vocês, o "quatro", pois não bebi nada...

Mas deveríamos beber uma taça, aos 3 anos do blog do nosso Gaivotinha!
Venho aqui algumas vezes, mas não escrevo, mas a esta data tinha mesmo que piar, felicitar a persistência aqui do nosso Contador de Gaivotas por quem eu me enterneci um dia…

Beijinhos doces

Ginjinha ou Helena

Aqui te reproduzo um verso, bem conhecido, do F. Pessoa.

“Ó sino da minha aldeia,
Dolente na tarde calma,
Cada tua badalada
Soa dentro da minha alma.
E é tão lento o teu soar,
Tão triste da vida,
Que já a primeira pancada
Tem o som de repetida.
Por mais que me tanjas perto
Quando passo, sempre errante,
És para mim como um sonho,
Soa-me na alma distante.
A cada pancada tua,
Vibrante no céu aberto,
Sinto mais longe o passado,
Sinto a saudade mais perto. “

Fernando Pessoa, Poesias