15 de novembro de 2006

lincame mucho

Hoje linquei-me à senhora sócrates E ao blogue que ninguém lê E ainda às bebedeiras de jazz
Não se pode dizer que me tenha corrido mal o dia


Se tu soubesses
que em todos os portos do mundo
há uma mão desconhecida
a acenar - adeus, adeus - quando se parte prò mar;
Se tu soubesses
que o mar não tem fronteiras nem distâncias
é sempre o mar;
se tu soubesses
a noite nas águas
onde os barcos são berços
e os marinheiros meninos a sonhar:
se tu soubesses
o desamor à vida
quando o vento grita temporais
e a morte vem abraçar os homens na espuma das vagas;
se tu soubesses
que em todos os portos do mundo
há um sorriso
para quem chega do mar;
se tu soubesses
vinhas comigo prò mar.
Vinhas comigo prò mar
embora as nuvens do céu
e os ventos que vêm do este e do oeste, do sul e do norte
digam ao mundo que vai haver o temporal maior que todos!

Manuel da Fonseca Canção de Hans o marinheiro

4 comentários:

Elisa disse...

:-) Gracias.

JvTorres disse...

Obrigado.

ailéh disse...

olha eu a fazer beicinho...:::[[[[
rsrsrsrs

Rosa disse...

E eu não sei? Sei. E fui muitas vezes p'ró mar, e encharquei-me de sargaços e cansaços e voltei sempre e no regressar é que vi o ganho. Aí, mar! Touro, lebre, rumorejando queixumes e também ululando gritos que às vezes se enrolam na garganta e até se engolem nas ondas dum Verão qualquer.