23 de novembro de 2006

flor-estrela na pele de um dia triste


As estrelas existem
sim
Às vezes não as vemos porque andamos entretidos a olhar para outras coisas
ou mesmo a procurá-las em sítios onde não estão


Não estão
mas podiam estar
Portanto
não nos resta outra alternativa se não ir colocando uma estrela onde não há
Ainda que a tenhamos que arrancar do fundo do mar

5 comentários:

marta disse...

Que bonito. Há pessoas que têm esse condão, de serem capazes de encontrar estrelas onde não as há.

Cristina GS disse...

Quando eu era menina (há mais ou menos 30 anos atrás), perto da casa dos meus pais - hoje uma periferia urbana(izada)de classe média mas na altura um aglomerado de quintas, vinhas, pinhais e pomares - cresciam junto aos muros, aquilo a que os mais velhos chamavam as "flores do lixo". Na minha ingenuidade achava-as tão belas, estas flores, que nunca percebi o nome que lhe davam. Hoje, acho que devia ter a ver com os sítios mais pobres onde elas cresciam que eram também os mais sujos. Com o tempo percebi que mesmo no meio do lixo podemos encontrar tesouros como estas flores lindas. Bem hajas pela poesia.

CCF disse...

Por causa da tristeza encontrei a estrela debaixo do lençol. Conversei com ela e perguntei-lhe como era ser flor e estrela ao mesmo tempo. Ela respondeu que a tristeza e a alegria são também uma e a mesma coisa, são um sentimento. E sentir é um bem no mundo em que tudo passa e se passa. Volta estrela, precisamos de continuar esta conversa.
CC

Gregorio Salvaterra disse...

As estrelas e as flores devem ser como as lágrimas Elas são de alegria e de tristeza e depois no laboratório do gedeão são "água quase tudo e cloreto de sódio" A diferença só pode estar nos olhos e na alma Positivamente claro

Zahnary disse...

Uma fotografia minha. :)