28 de maio de 2007

Flores da serra


Guardo na pele os cheiros da serra (e também algumas marcas das roseiras bravas a quem roubei botões para vários crepúsculos de chá) e penso, sem que a chuva me incomode, nos caminhos que havemos de descobrir e trilhar e abrir e inventar fora das estradas nacionais das rotinas do quotidiano.
Crescem-me como borbulhas de desejo, vontades convergentes de abandono dos mapas e achar a verdadeira beleza, perdendo-me no oceano, no deserto, na serra...
Da viagem trago um espólio de sentires partilhados, duas podas de roseira brava, três lírios selvagens e paz quanto satis.
As plantas já estão na terra e vou regá-las, juntamente com a paz, todos os dias.

1 comentário:

CCF disse...

Se forem rosas que sejam bravas e bravias e deixem na pele a paz do perfume manso e vadio e a força com que trepam pelo mundo.
~CC~