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3 de janeiro de 2012

De mim para ti




i carry your heart with me (i carry it in
my heart) i am never without it (anywhere
i go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
i fear
no fate (for you are my fate, my sweet) i want
no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you



here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life;which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart
i carry your heart(i carry it in my heart)






E. E. Cummings





trago comigo o teu coração (trago-o dentro do
meu coração) nunca estou sem ele (onde quer
que eu vá, tu vais, minha querida; e tudo que é feito
apenas por mim és tu que o fazes, minha querida)
não temo
nenhum destino (pois o meu destino és tu, doçura) não quero
nenhum mundo (para beleza és o meu mundo, minha verdade)
e és tu tudo o que uma lua sempre significou
e aquilo que um sol sempre cantará és tu



eis o mais profundo segredo que ninguém conhece
(eis a raiz da raiz e o botão do botão
e o céu do céu de uma árvore chamada vida; que cresce
maior do que a alma pode esperar ou a mente pode esconder)
e esta é a maravilha que mantém as estrelas separadas
trago comigo o teu coração (trago-o dentro do meu coração)



(tradução minha)






23 de julho de 2011

Lx - 20110715



Dizias-me há tanto tempo que não te leio e eu quase a penitenciar-me por não erguer aqui esculturas e fogos reais para o mundo saber da alegria e da festa.

Tu escolheste a árvore de folhas mil quase perenes. E não podia ser melhor porque a árvore é sabedoria e memória de um tempo largo.

Grande é o campo do saber. Dos saberes. Como o do amor que se deixa atravessar por um rio de paixão.

Esta foto é linda.

O Contador Gosta disto.

6 de junho de 2011

alea jacta est

Por este edital se dá como registado nos autos a primeira entrega.
Depois de intenso fim de semana a arrumar quadros, tabelas e figuras cheias de actores...
Pronto, já está. Em prima forma.
Agora temos que ir ali respirar beijos e namoros.

29 de maio de 2011

24 de abril de 2011

Do amor



Do amor diz-se tanta coisa. Que é cego e arde. E cura dói. Que é doce e aperta o coração. Que é doido e isso é paixão. Eu sei lá o que é o amor.
E assim sem teoremas. Numa visão incompleta e interesseira. (Não me peçam para ser imparcial no amor). O amor é um estado de necessidade.
É a falta que me fazes e a urgência de me teres.

Outro video aqui.

12 de janeiro de 2011

Crepúsculo

[espaço para uma foto que hei-de tirar daqui donde escrevo]

A tarde foi toda de trabalho no gabinete. Responder a mails dos alunos, enviar documentação de apoio às aulas, analisar e seleccionar questões para o teste. Trabalho ao lado de uma janela virada para a ria e gosto particularmente dela durante os finais tarde.
Dou-me conta de que é um verdadeiro privilégio este local de trabalho. Para além da calma que reina porque muita gente vai embora cedo, o sol vai caindo, caindo até mergulhar no horizonte, para lá das ilhas. E fica um lusco cada vez mais fusco e acontece-me parar e ficar apenas a olhar pela janela que me dá uns reflexos alaranjados das águas planas da ria de esteiros e parchais.
É o crepúsculo que se torna praticamente noite no tempo de escrever este post. É verdade que foi várias vezes interrompido na contemplação da luz e do desejo de um abraço coladinho.

24 de novembro de 2010

Há filmes para ver de mão dada


A rapariga que me dá a mão e beijos no cinema sabe habitualmente ao que vai. E está sempre a levar-me para a sala escura. Desta vez foi na cidade da outra ria onde tinha que ir congressar e onde, por mero acaso estreou o fime-documentário José e Pilar. E digo por acaso, e não é por acaso, porque das 7 cidades onde o filme se exibe, todas são a norte do Tejo. Sobre filmes eu não sei escrever. Sobre o filme e as emoções ela já escreveu e muito bem, como sempre faz. E fiquei també a saber que outros o fizeram e faço eco do apelo para que se veja este fime. E para quem queira ter uma visão privilegiada como eu que o faça, se puder, de mão dada.



Como era de esperar de quem habitualmente troca os nomes às coisas e aos lugares, o filme passa a ser Pilar e José. Não é por distracção. É mesmo por feminismo imparavelmente ímpar.

Saímos do filme mais ou menos a concordar que seremos assim como uma espécie de palavra de ordem para escrever por aí nos muros: mais ateu que saramago e mais feminista que pilar. De mãos dadas.

11 de abril de 2010

Quando falaste...

As nuvens não se espantaram,
não enlouqueceu ninguém...

Mas voámos todos um pouco e de repente toda a Serra era uma imensa escola verde e o Sado o recreio e a Pedra Anicha uma sala de aula frente ao Portinho ou era mesmo só a Pedra Anicha sobrevoada por gaivotas que éramos nós todos.
Por um tempo deixaste de ser a rapariga dos brincos de pérola e tornaste-te no poeta professor e toda aquela sala voou num caminho por ele fora sem tempo nem asas/almas encarceradas. Ficámos todos meninos a aprender e até o "Fosco" rabino desta vez ficou até ao fim.

Sessão comemorativa do nascimento de Sebastião da Gama, ontem em VN de Azeitão, no museu que tem o seu nome.

Melhor ainda é ler-te na primeira pessoa.
Singular.


Sebastião Artur Cardoso da Gama nasceu em Vila Nogueira de Azeitão, Setúbal, em 10 de Abril de 1924, e faleceu em Lisboa em 1952


"Encarcerar a asa é encarcerar a alma. Isso sim. É que há muita asa que não pensa; asas que não sintam é que não.Mas eu não preciso do símbolo para ver os pássaros na gaiola. Basta-me ser fraterno. Para que vivemos no mundo há tanto tempo, se não sabemos ainda que os bichos são criaturas com alma?... Até os das fábulas, quando calha... Ora pensem lá um bocadinho no " Leão Moribundo"... É um leão mesmo, ou é principalmente um leão. Quantas vezes se esquecem os fabulistas de que era de homens que queriam falar!
Asa encarcerada não. Nem asa de pássaro nem asa de grilo. Uma fê-la o Senhor e disse-lhe: " Voa!" À outra: " Canta!" A nenhuma ( nem a nós deu a ordem, claro está) que se metesse numa gaiola. No entanto é a gaiola o domicílio habitual muito habitual do pássaro e do grilo. Ao grilo prendem-no as crianças, sob o sorriso dos pais. Ao pássaro os pais sob o sorriso dos filhos. Má escola esta. Principalmente porque se diz: "Que bem que canta!, Que bem que canta!". Nem se chega a aprender a diferença que vai do canto ao choro. Pois um pássaro encarcerado canta lá?!... Os pássaros cantam é nas linhas do telefone, nas árvores, nas beiras do telhado... Os grilos é na toca ou ao pé da serralha. Na gaiola choram. É o fado dos ferros."

Sebastião da Gama (1947). O segredo é amar



8 de março de 2010

Mulher


Para mim, são todos os dias.

7 de fevereiro de 2010

Princípio do chá

- Meu amor faz-me um príncipe.
-Sim, minha raínha.
- Estava a pensar num chá...

2 de fevereiro de 2010

Memórias olfactivas

Azibo, 2009


Só de pensar


em ti



fica no ar


um intenso


cheiro


a moringa

16 de janeiro de 2010

sonhos sem legendas

Quando me namoras em inglês
só me lembro de
forever

2 de novembro de 2009

Cinéma



Fui ver os dois últimos filmes da festa do cinema francês. Dois, assim de seguida.
Mas não é a mesma coisa...
Sempre gostei do cinema francês que infelizmente passa pouco no circuito comercial das pipocas. Aprendi a ver cinema em francês. Como gosto da língua, habituei-me a quase não ler as legendas e ver muito mais filme.
Mais ce n'est pas comme d'habitude...
Um bom filme é muito melhor de mão dada e, mesmo quando somos capazes de perder uma ou outra cena do ecran, se calhar ganhamos a melhor parte do filme.
É que... um filme é quase sempre feito de vários filmes e parte-se em partes e apura-se em remakes.
Mas isso é mais quando estamos acompanhados no escuro, de mãos dadas e sentimos as vibrações um do outro e os olhos molhados quando calha.
Sozinho, é mesmo outra coisa.
Saudades, é o que é.

7 de outubro de 2009

Três vezes mais


Hoje é o dia internacional de gosto tanto de te beijar na praia.

23 de junho de 2009

Pedalanço






Andar de bicicleta na ponte é uma experiência extraordinária. Poder parar, olhar o Tejo, admirar a cidade, as duas margens, observar os mariscadores, as aves... Beijar a meio do tabuleiro da ponte faria o Vasco da Gama arregalar os olhos e cofiar a longa barba. Esta experiência vale os 60 euros e o levantar cedo.


O resto, não. A qualidade das bicicletas (talvez porque montadas à pressa e mal afinadas), a ausência de mais apoio técnico ao longo do percurso, quando as bicicletas se começam a desconjuntar, a intoxicação publicitária e o inenarrável speaker.


A iniciativa é interessante, tem o apoio do IDT, cuja mensagem se perde completamente. É pena que não prevaleça uma associação mais forte a uma ideia de vida saúdável, de respeito pela natureza, de sustentabilidade ambiental.


O que vale é que a gente com quem me cruzei nesta manhã parece não ligar patavina às marcas patrocinadoras e lá vai bem disposta e partilhando o prazer desta aventura. A mochila diz galp, mas a gente a seguir vai é abastecer ao jumbo e pronto.

Ai, um beijo na ponte...

Pedala que ped'alma (desculpa lá esta O'Neil)

6 de maio de 2009

maio, maduro maio

Azibo, 3 de Maio

Terras de Trás-os-Montes: quilómetros de prazer (*).

As viagens são sempre descobertas. Talvez porque sejam sobretudo viagens por dentro de nós.
Encontramo-nos com gente tão igual e tão diferente de outra gente e as conversas misturam-se em tempos diferentes da nossa vida.

Foi bom sentir o olhar no mesmo sentido. Por cima e para lá de todas as serranias. E encontrá-lo lá naquele sítio de insondável bruma a que chamamos infinito.


(*) Off posting:
Eu sei. Este slogan já foi usado e, os mais velhos lembrar-se-ão, por uma marca de cigarros. A publicidade procurava então associar o acto de fumar à condução de um automóvel, dois traços inegáveis de status, classe e distinção que ainda perduram, às vezes criminosamente. Continuo a ver muita gente que conduz e fuma e joga a beata à estrada. Uns quilómetros à frente, poderão ouvir na rádio a notícia de mais um fogo florestal, "provavelmente de origem criminosa", carregar no acelerador e suspirar de alívio: ainda bem que não é na nossa casa...

27 de março de 2009

Tu e Ter (nura)

Vou namoralmoçar.

4 de fevereiro de 2009

Lembrança


fria mais que a noite é a ausência
por isso os dedos acordam aves
e soltam-se riso sem pudor
aos recados abraços de jasmim

7 de outubro de 2008

Farrobinha de Outubro

Fui contá-las. Como não voavam foi fácil. Ainda pensei que me tinha enganado e voltei a contar. Não há dúvida: falta-me uma. Presumo que voou para um sítio que eu não sei. Mas sei que há-de enviar-me sinais assim disfarçados para que nos reencontremos. Espero só que não se ponha a falar por aí. Não tanto por aquilo que possa revelar, mas porque há já pouca gente capaz de escutar. Ainda são capazes de pensar que são alucinações e delírios. Vozes dentro da cabeça. Loucura.
Tirando isso, fico descansado.

Revolução de Outubro

Hoje é o dia mundial do beijo.