14 de janeiro de 2006

Stand Up Comedy

Stand Up Comedy (SUCks)
Não conheço este.
Mas parece que bate aos pontos os tipos da Sic e mais os Gatos Fedorentos e os Marretas (e a sua versão em português Cavaco-Soares) para já não falar do polícia-sinaleiro-bailarino mandado para a reforma antecipada por um par de semáforos.
Rogue-se já à onu e à unesco e à quercus e à associação pró-vida e à iurde e a toda a convenção de vilar de perdizes do padre fontes: Portugal Reserva Natural. Estas espécies têm que ser protegidas.

(foto laboriosamente roubada ao DN de hoje)

13 de janeiro de 2006

pró quê?

Passar a escrito uma gravação de escuta telefónica não é coisa fácil.
A cacafonia portuguesa é uma verdadeira instituição e assim a modos que capaz de provocar indecisões e hesitações.
Ao ouvir o som "procurador" que devo escrever?
- Pró Curador
-Procura dor
- Pró cu (não percebi o resto)
Ah pois. Era para encomendar uma pizza... Então o contexto pode ser mesmo criptográfico.
- Prok Ur Ador
Prontos. Também não é preciso Isaltar-se...

Argumentum


O Cavaco sem bigode é horroroso!

Pim!

4 de janeiro de 2006

Marqueimar

Falávamos nessa língua em que cada palavra conta uma história. Uma língua que faz nascer palavras das conversas como rebentos e enxertos coloridos.
As palavras não se inventam do nada. São somas e produtos da tabuada do viver.
E depois soltam-se por aí a correr...

3 de janeiro de 2006

Europa Querida Europa


"não sentes um vago um suave cheiro a sardinhas
a algazarra nas ruas e o troar dos tambores
somos nós querida Europa"
Fausto



Cartaz de Tanja Ostojic, para assinalar a presidência austríaca da UE, posteriormente retirado por ordem da censura protofascista europeia.

Bom dia ano novo!

Não há meio de me refazer desta preguiça blogueira. Com tanto mundo para ver e pensar e dizer. E tanto caminho para andar...

Este ano já prometi:
hei-de matar todas as saudades que tenho e todas as que me aparecerem pela frente.

É bom colher medronhos na fonte Benémola.

30 de dezembro de 2005

De pequenino...

Pippini Regalis (Pepino).
Quid sunt stellae?
Albino Scholastico (Alcuíno) .
Pictura culminis, nautarum gubernatores, noctis decor.


Os passos sincopavam na calçada portuguesa nesse ajustamento do desencontro do comprimento das pernas. Brubeck e Desmond urdiram o TakeFive nesse andar alla turca de cinco por quatro e estiveram bem longe da metafísica reflectida nas montras pelo meio da tarde. Mãe e filha discorrem sobre a consubstanciação das estrelas sem tropeções e sem engolir a pastilha elástica.
Assim. De pequenino.

L'année prochaine si tout va bien...

Olharei para os caminhos andados e parecer-me-ão rios cristalinos.



Um bom ano!

14 de dezembro de 2005

sound check


Não sei se alguém ouve o sururu que vai aqui nas conversas entre mim.
As arrumações e armações às vezes armadilham-nos o verbo e entrançam os pensamentos assim numa mescla de sabores entre a hesitação e a audácia. Contudo espraio-me... na vontade de ir ali ao futuro olhar para trás.

5 de dezembro de 2005

A ver...

Há mais a ver gaivotas (e a maioria a ver navios e cavacos) e a ler-lhes o olhar.
Pensar que as aves têm uma narrativa do mundo na ponta do bico e nem precisam de estudar história nem finanças e toda a sua oratória reside nas imperceptíveis (para os humanos) nuances do grasnapiar...
Quando elas permitem a gente pode aproximar-se. Vale a pena aprender-lhes o idioma. Há tanto que lhes queria perguntar!...
Aí Benjamim!!!...

16 de novembro de 2005

Ficamos todos mais descansados..


"Em Fallujah, vi corpos de mulheres e crianças queimados. O fósforo branco rebenta em forma de nuvem e quem estiver num raio de 150 metros não escapa", afirma na reportagem Jeff Englehart, um antigo "marine" e veterano do Iraque que participou na ofensiva.



Ficamos agora a saber que se trata de uma arma convencional. O que faz toda a diferença. Entendamo-nos. Porra!

São armas devidamente testadas na sua eficácia e usadas apenas por estados altamente democráticos e respeitadores dos direitos humanos e detentores da patente de todo o armamento e do alvará para a sua certificação de qualidade.

Nada de confusões. Não se trata de um qualquer fanático suicida com uma bomba à cintura capaz de matar com ele todos os ocupantes de um autocarro de 52 lugares.

15 de novembro de 2005

Al-Gahrbrilho



Há noites assim.
Na TVI ontem.
Duas estrelas duas.
Algarvias
Cavaco Silva e Arlinda Mestre.

Que brilho!

14 de novembro de 2005

Solário mínimo

O vento frio lembrou-me uma outra manhã. Aquela em que deixei um bilhete escrito "vou para a Patagónia" e que ninguém levou a sério porque eu sempre tive a mania de me meter na pele de outros para não estragar a minha. De caminho ainda passei por Passárgada onde tenho um amigo que se convenceu que é rei e anda nú por todo lado e ninguém parece reparar.
E fui assim de reportagem a uma convenção de pinguins em Bahia Mansa sob o (tema do) buraco da camada de ozono e outros estragos feitos ao mundo.
Aqui há um buraco chamado Portugal. E corre um frio em vias de subdesenvolvimento crónico.
Se o engenheiro Pinto de Sousa não tem um projecto para os portugueses que ganham apenas o salário mínimo poderem ganhar quinhentos euros daqui a cinco anos o que está cá a fazer?
Dizem-me aqui que está à espera do Cavaco que há-de vir.
(o Godot manda dizer que está constipado)

13 de novembro de 2005

8 de novembro de 2005

Com Alegre, com afecto

(...)
Vem a noite e mais um copo
Sei que Alegre ma non troppo
Você vai querer cantar
Na caixinha um novo amigo
Vai bater um samba antigo
Pra você rememorar
(...)
Chico Buarque

Poemarma
Que o poema tenha rodas motores alavancas
que seja máquina espectáculo cinema.
Que diga à estátua: sai do caminho que atravancas.
Que seja um autocarro em forma de poema.

Que o poema cante no cimo das chaminés
que se levante e faça o pino em cada praça
que diga quem eu sou e quem tu és
que não seja só mais um que passa.

Que o poema esprema a gema do seu tema
e seja apenas um teorema com dois braços.
Que o poema invente um novo estratagema
para escapar a quem lhe segue os passos.

Que o poema corra salte pule
que seja pulga e faça cócegas ao burguês
que o poema se vista subversivo de ganga azul
e vá explicar numa parede alguns porquês.

Que o poema se meta nos anúncios das cidades
que seja seta sinalização radar
que o poema cante em todas as idades
(que lindo!) no presente e no futuro o verbo amar.

Que o poema seja microfone e fale
uma noite destas de repente às três e tal
para que a lua estoire e o sono estale
e a gente acorde finalmente em Portugal.

Que o poema seja encontro onde era despedida.
Que participe. Comunique. E destrua
para sempre a distância entre a arte e a vida.
Que salte do papel para a página da rua.

Que seja experimentado muito mais que experimental
que tenha ideias sim mas também pernas.
E até se partir uma não faz mal:
antes de muletas que de asas eternas.

Que o poema assalte esta desordem ordenada
que chegue ao banco e grite: abaixo a pança!
Que faça ginástica militar aplicada
e não vá como vão todos para França.

Que o poema fique. E que ficando se aplique
a não criar barriga a não usar chinelos.
Que o poema seja um novo Infante Henrique
voltado para dentro. E sem castelos.

Que o poema vista de domingo cada dia
e atire foguetes para dentro do quotidiano.
Que o poema vista a prosa de poesia
ao menos uma vez em cada anos.

Que o poema faça um poeta de cada
funcionário já farto de funcionar.
Ah que de novo acorde no lusíada
a saudade do novo o desejo de achar.

Que o poema diga o que é preciso
que chegue disfarçado ao pé de ti
e aponte a terra que tu pisas e eu piso.
E que o poema diga: o longe é aqui.
in O Canto e as Armas


A vida sexual dos partidos deixa nos lençóis um cheiro entranhado por mais que se lavem. O que incomoda mais é aquele hálito lascivo na ourela dos discursos. Fui lá e pintei a vermelho de esperança uma janela daquelas vinte e quatro de um outro poeta por onde há-de passar a alegria e a festa e a loucura e o desejo e o afecto e a música e o teatro e todas as artes e sobretudo o n
ome liberdade.

(O título é do Afonso)

4 de novembro de 2005

Aux larmes citoyens!...

Paris brûle-t-il?
nas circunflexas desigualdades ondula o til das madrugadas

3 de novembro de 2005

Teoria da constipação

O senhor está constipado
e ficou mal de repente
porque não teve cuidado
porque foi imprevidente

Para o mal cujo motivo
está na chuva, frio ou sol
qual o melhor preventivo?
Formitrol, Formitrol, Formitrol!

aquilo que ninguém percebia ficou agora claro na inovadora entrevista por escrito que rui rio deu à rádio virtudes. a enigmática frase «fui para vingar e vinguei» foi logo transformada por cavaco num spread de vinte por cento enquanto a maçonaria varria a loja dos trezentos à procura da agulha cabalística. entretanto sócrates já em tempo de compensação utiliza a última substituição insuflável. mesmo no último minuto o passe foi demasiado curto e passou ao lado.

31 de outubro de 2005

B. Leza ê sabe

Por esta hora estará a decorrer uma despedida de um espaço de encontro de culturas.
Gostava de lá ir beber uma última cerveja e segredar ao ouvido duma mulata aqueles versos em criolo escritos pelas paredes.


Cá tem nada na és bida
Más grande que amor!
Se Deus cá tem medida,
Amor inda é maior!
Amor inda é maior,
Maior que mar, que céu!
Mas, entre ote crecheu,
De meu inda é maior!
Hora de bai,
Hora de dor,
Ja’n q’ré
Pa el ca manchê!
De ca bêz
Que’n ta lembrâ,
Ma’n q’rê
Fica ‘n morrê!
Hora de bai,
Hora de dor!

Sabura na dança - Kiki Lima

Ainda está activa uma petição on line aqui com o seguinte apelo:

« O palácio Almada Carvalhais acolheu o B.Leza e, com ele, tantos quantos os que quiseram vir e participar. Música e não só. Cinema, teatro, Exposições de Fotografia e Pintura, Acções de Solidariedade acompanharam anos de vida de um espaço que se tornou uma referência de lazer e cultura. Situado numa zona da cidade de Lisboa que privilegia o contacto com a comunidade africana, beneficiou desta proximidade, tornando-se um lugar de integração. A Lusofonia conquistou mais este espaço, ampliou alma e alegria. Foram muitos os que passaram pelo B.Leza. Se é um dos muitos que ficou, diga-nos que acredita na importância da continuação deste projecto, aqui ou acolá, subscrevendo este texto. »


ALERTA À POPULAÇÃO



DEVIDO AO PROVÁVEL SURTO DE GRIPE DAS AVES, AVISA-SE A POPULAÇÃO DE QUE
SE DEVEM DEITAR O MAIS TARDE POSSÍVEL.

NUNCA, MAS NUNCA,... SE DEITEM COM AS GALINHAS !!!!!!

(recebido por emalho do Alex)

Arre-piar / Ex-cavacar

Corremos o risco de ter um professor de economia a cuspir gafanhotos duma ciência que não lhe serviu para nada quando era suposto servir.
Veio assim a grande verdade num voo de norte para sul sem fios nem frios nem freios. A autoria já se perde por causa dos ecos nas esquinas do palavrar e assim não se pode render e rendilhar outra homenagem que não esta que é dar aqui por reproduzida a piação:
«Os economistas mandam tanto na economia como os metereologistas no tempo que faz»
O pior é que há tanta gente a acreditar que se o Costa Alves fosse primeiro ministro não teríamos tido um ano de seca.

30 de outubro de 2005

Candid'acto... ou l'optimisme

o senhor engenheiro belmiro acha que o senhor professor cavaco será um bom presidente da república. parece que também acha que o senhor engenheiro sócrates é um bom primeiro ministro e que achou o mesmo de quase todos os outros que o antecederam. lá terá as suas razões.
fui conferir com a minha vizinha zulmira faísca que é mulher trabalhadora que já criou quatro filhos e estava quase a reformar-se... disse-me que não percebia nada de política mas tinha a certeza de que o que é bom para o belmiro não o era para ela e fechou-me a porta na cara.
juro que vou pensar no assunto.