Mostrar mensagens com a etiqueta e-pítetos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta e-pítetos. Mostrar todas as mensagens
31 de maio de 2010
Inter vs rogações
Quando um escritor ou uma escritora medíocre tem um estrondoso sucesso editorial, estamos perante uma besta célere?
18 de março de 2009
Uma verdadeira besta em África
Eu juro que me esforço por entender donde vem tanta perfídea e crueldade que se diz em nome de um deus que titulam de bom e mesericordioso. Não sou crente, mas sou capaz de subscrever muitos dos valores ditos cristãos, em pé de igualdade com muitos crentes de quem sou amigo. Leio a bíblia e não encontro esse fundamentalismo. Encontro alegorias interessantes, mas também histórias delirantes e prescrições que poderiam ter sentido em tempos e que hoje, a serem tomadas à letra, seriam evidentemente ridículas e hilariantes.
Interrogo-me sobre a possibilidade (e a sanidade mental) de alguém falar em nome de deus e espanta-me como tanta gente acredita. Não sou seguramente um iluminado; não serei eu a estar completamente certo e os que acreditam uns mentecaptos. Há aqui um mistério, não divino, mas da própria humanidade. Esforço-me, repito, por entender este mistério desde que me conheço.
Há tempos, numa pesquisa sobre a posição da igreja católica relativamente à educação sexual fui ter à encíclica Humae Vitae (Paulo VI, 1968) onde se explicita genericamente uma espécie de legitimidade que, não sendo de natureza política, nem científica, nem jurídica se pretende afirmar superior a todas elas:
Nenhum fiel quererá negar que compete ao Magistério da Igreja interpretar também a lei moral natural. É incontestável, na verdade, como declararam muitas vezes os nossos predecessores,(1) que Jesus Cristo, ao comunicar a Pedro e aos Apóstolos a sua autoridade divina e ao enviá-los a ensinar a todos os povos os seus mandamentos, (2) os constituía guardas e intérpretes autênticos de toda a lei moral, ou seja, não só da lei evangélica, como também da natural, dado que ela é igualmente expressão da vontade divina e que a sua observância é do mesmo modo necessária para a salvação.
Ou seja: Jesus disse a Pedro e aos apóstolos que deus lhe teria dito que as leis religiosas e naturais somos nós que as fazemos. É mais ou menos isto que proclamam os chamados doutores da igreja e que ao longo dos tempos justificaram atrocidades em nome de deus.
Não sei que sentido isto fará para um crente. Para mim, alguém que me diga que recebe orientações de deus, que deus lhe disse isto ou aquilo, até prova em contrário, está a viver um estado psicótico e, muito provavelmente a necessitar de ajuda especializada.
Se é isto que se passa com Ratzinger, averbe-se como atenuante e oriente-se o homem para ajuda terapêutica. Mas estou absolutamente convencido de que estamos perante uma verdadeira besta.
Sei que este escrito pode chocar alguns crentes e seguidores do seu papa. É um problema que terão que resolver. O que eu digo dessa besta é merecidamente insultuoso, porém não condena ninguém à morte.
Aos que se sentem como eu revoltados sugiro que se atirem preservativos contra o clero, à semelhança dos sapatos contra o Bush.
16 de março de 2009
Tranquilidades
Esta besta, ou "criatura de deus" para alguns, é o arcebispo de Olinda e Recife e dá pelo nome de José Cardoso Sobrinho. Há quem o trate por Dom antes do nome, mas não consigo encontrar outro epíteto de tão merecimento como besta.
Foi este representante do vaticano que decretou a excomunhão de todas as pessoas envolvidas no aborto a uma menina de 9 anos, violada pelo padrasto. Sobre o violador, nem uma palavra. Será certamente acolhido no "rebanho" (ou na manada, ou na vara, ou na récua, ou na cáfila, com todo o respeito pelos respectivos animais) e tomará os sacramentos a que tem direito. Se necessário for, ainda terá o conforto espiritual e psicológico bem como o perdão e a misericórdia divina.
Agora que já despejei a minha ira, vamos ao que interessa. A revista brasileira Veja foi entrevistar o senhor que não se cansa de repetir "Estou tranquilíssimo" e ao questioná-lo sobre o que acha do facto de tantas pessoas, muitas católicas, se revoltarem com a sua posição, o dito responde assim:
Em primeiro lugar, nós temos de colocar essa questão no âmbito religioso. Acreditamos em Deus? É sim ou é não. E eu suponho que a grande maioria das pessoas acredita. E acreditar em Deus significa aceitar que Deus é a origem de tudo e é também o nosso fim. Essa é uma verdade fundamental. É premissa importantíssima para dizer que a lei de Deus está acima de qualquer lei humana. E a lei de Deus não permite o aborto.
E seguem-se outras que me dispenso de transcrever, mas que são ilustrativas do modo de pensar da igreja. Das igrejas.
Ainda este fim de semana ouvia o Júlio Machado Vaz, na Antena 1, sobre a posição oficial da igreja católica face ao uso do preservativo como forma de cobater a propagação da SIDA em África e, sobre as diferentes posições dos representantes dessa mesma igreja no terreno. Dos mais pragmáticos (Desmond Tutu) que recomendam o uso do preservativo para salvar vidas, aos mais fundamentalistas, capazes de recorrer à mentira, à falsificação, à ameaça e ao terror, para impedir a adesão, já por si difícil, das populações ao uso do preservativo.
O José Cardoso Sobrinho pertence seguramente a esta espécie.
Umas bestas. Todas de consciência muito tranquila.
Foi este representante do vaticano que decretou a excomunhão de todas as pessoas envolvidas no aborto a uma menina de 9 anos, violada pelo padrasto. Sobre o violador, nem uma palavra. Será certamente acolhido no "rebanho" (ou na manada, ou na vara, ou na récua, ou na cáfila, com todo o respeito pelos respectivos animais) e tomará os sacramentos a que tem direito. Se necessário for, ainda terá o conforto espiritual e psicológico bem como o perdão e a misericórdia divina.
Agora que já despejei a minha ira, vamos ao que interessa. A revista brasileira Veja foi entrevistar o senhor que não se cansa de repetir "Estou tranquilíssimo" e ao questioná-lo sobre o que acha do facto de tantas pessoas, muitas católicas, se revoltarem com a sua posição, o dito responde assim:
Em primeiro lugar, nós temos de colocar essa questão no âmbito religioso. Acreditamos em Deus? É sim ou é não. E eu suponho que a grande maioria das pessoas acredita. E acreditar em Deus significa aceitar que Deus é a origem de tudo e é também o nosso fim. Essa é uma verdade fundamental. É premissa importantíssima para dizer que a lei de Deus está acima de qualquer lei humana. E a lei de Deus não permite o aborto.
E seguem-se outras que me dispenso de transcrever, mas que são ilustrativas do modo de pensar da igreja. Das igrejas.
Ainda este fim de semana ouvia o Júlio Machado Vaz, na Antena 1, sobre a posição oficial da igreja católica face ao uso do preservativo como forma de cobater a propagação da SIDA em África e, sobre as diferentes posições dos representantes dessa mesma igreja no terreno. Dos mais pragmáticos (Desmond Tutu) que recomendam o uso do preservativo para salvar vidas, aos mais fundamentalistas, capazes de recorrer à mentira, à falsificação, à ameaça e ao terror, para impedir a adesão, já por si difícil, das populações ao uso do preservativo.
O José Cardoso Sobrinho pertence seguramente a esta espécie.
Umas bestas. Todas de consciência muito tranquila.
Subscrever:
Mensagens (Atom)